Em cerimônia ocorrida em 11 de julho, durante a abertura do 68º Conad, foram empossadas/ os 83 diretoras/es do ANDES-SN, para o biênio 2025-2027, eleitas/os em maio deste ano. Cláudio de Souza Mendonça, Fernanda Maria Vieira e Sérgio Barroso assumiram, respectivamente, os cargos de presidente, secretária-geral e 1º tesoureiro.
O docente do campus UFSCar São Carlos, Wilson Alves-Bezerra, foi eleito para a Regional São Paulo do ANDES-SN, ocupando o cargo de 2º secretário. Sindicalizado à ADUFSCar desde 2008, ele concedeu entrevista ao nosso Jornal para comentar sobre como será a articulação das pautas locais junto à Direção do Sindicato Nacional.
J.A. – Qual a sua motivação para disputar as eleições do ANDES e agora, representar a ADUFSCar na diretoria do Sindicato Nacional?
Prof. Wilson: A ADUFSCar vive um período de grandes transformações. Depois de vinte anos apartada dos grandes debates nacionais, retorna ao ANDES-Sindicato Nacional. Isso tem uma série de implicações para os docentes da UFSCar.
Assim, acredito que estreitar os laços com nosso sindicato nacional e aumentar a participação em todas suas instâncias é fundamental. Participar das eleições, como parte de uma chapa de companheiras e companheiros de luta, abertos às
lutas da categoria e à pauta da diversidade foi um chamado ao qual era preciso atender.
J.A. – Como pretende atuar para que as demandas específicas, as locais da categoria, sejam escutadas e debatidas no Sindicato Nacional?
Prof. Wilson: O papel da diretoria regional, da qual agora faço parte, é justamente acolher as demandas locais e encaminhá-las, seja no nível estadual ou, quando for o caso, com o apoio da diretoria nacional. Isso está acontecendo, por exemplo, com os colegas do Instituto Municipal de Ensino Superior de São Manuel, que necessitam de apoio jurídico, e do corpo docente da Faculdade de Medicina de Marília, que está lutando para implantar sua própria seção sindical e conta com nosso apoio para agilizar essa implantação, para possibilitar a luta pelo fim da defasagem de décadas do salário dos docentes. Além disso, estamos à disposição dos colegas das demais universidades do estado de São Paulo para organizar a luta política em nível local e apoiar da melhor forma possível.
J.A. – Como você vê o papel do ANDES na defesa dos direitos das/os docentes no atual cenário político?
Prof. Wilson: Um sindicato tão relevante quanto o ANDES é sempre uma voz que ressoa no cenário nacional e permite pautar discussões importantes.
Há uma forte campanha sendo levada a cabo neste momento, contra a privatização das universidades estaduais de Minas Gerais, com o dia nacional de luta pela autonomia universitária, que vai acontecer em 10 de setembro. Também são feitas mobilizações constantes, em torno dos temas internacionais, comoa solidariedade ao povo palestino, com a visita da diretoria, em 14 de agosto à embaixada. Isso sem nunca abandonar a nossa pauta específica do efetivo cumprimento das conquistas da nossa última greve. Num cenário adverso à educação e à cultura, um sindicato mobilizado em tornoda defesa dos direitos da categoria e dos princípios de uma educação pública e de qualidade é a
garantia de força na luta política.
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