ANDES-SN | ADUFSCar participa de debate sobre impactos da IA, mineração e justiça climática

ANDES-SN | ADUFSCar participa de debate sobre impactos da IA, mineração e justiça climática

O ANDES-SN realizou nos dias 25 e 26 de setembro, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), uma reunião conjunta dos Grupos de Trabalho de Ciência e Tecnologia (GTC&T) e de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA). Participaram do encontro, o prof. Márcio Peron Franco de Godoy, 1º tesoureiro da ADUFSCar, e a profa. Monica Jones, representante da entidade no campus Sorocaba.

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados aos impactos da inteligência artificial sobre a ciência, a educação, a autonomia acadêmica e universitária e a soberania digital, a partir das discussões sobre o PBIA 2024–2028 e o projeto de lei sobre IA. No âmbito do GTPAUA, a atividade abordou ainda mineração, energia e justiça climática, com discussões sobre os Planos Nacionais de Mineração 2030 e 2050 e o Plano Nacional de Energia 2050.

De acordo com o prof. Márcio, a reunião abrangeu uma interação entre os GTs, cujas temáticas possuem certa intersecção, possibilitando enxergar os avanços em Ciência e Tecnologia de forma sustentável dentro das políticas agrárias, urbanas e principalmente ambientais, agregando ainda os direitos dos trabalhadores. “Os temas debatidos na atividade são atuais e encontram sinergia com o trabalho e pesquisa desenvolvidos nas áreas de ciências e engenharias, na biologia, na área ambiental e na área de políticas públicas. Cabe notar que os GTs são (ou deveriam ser) formados por membros de diferentes áreas do saber, portanto não se espera uma discussão muito tecnicista, apesar que isto não possa ser descartado, inclusive para pautar discussões políticas. Dentro de um panorama no qual foram aprovados dois ou três cursos de graduação em Inteligência Artificial em diferentes campi, o tema gera boa repercussão. O mesmo se aplica ao tema tratado pelo GTPAUA, nos quais a UFSCar possui cursos como Geografia, Engenharia Ambiental e Gestão e Análise Ambiental, com docentes sindicalizados”, explica.

As pautas dos dois GTs também se articularam a partir de temas como soberania nacional e justiça socioambiental, incorporando diferentes perspectivas e conhecimentos às discussões. Para a profa. Monica Jones, essa interlocução amplia o debate e contribui para uma compreensão mais abrangente desses desafios. “Vale destacar a atual dependência do Brasil em relação às bigtechs estrangeiras e seu impacto sobre a produção e apropriação do conhecimento científico brasileiro (vide propostas alternativas como Ciência Cidadã e Ciência Aberta) e a vulnerabilidade da população a pacotes ideológicos estrangeiros que transformam a população em um recurso do qual se pode explorar e extrair valor; o impacto negativo da implementação e estabelecimento de datacenters no Brasil sobre o bem-estar da classe trabalhadora (ambientes insalubres, com alto ruído e baixos salários) e sobre o meio ambiente devido ao uso excessivo de água e aos rejeitos produzidos visando à soberania digital; a problemática da exploração do agro/hidro/minério-negócio estrangeiro e a questão da territorialidade dos povos e comunidades tradicionais, acrescendo-se a isso os PNMs que regem a almejada soberania mineral, que perpassará toda a problemática de respeito aos grupos etnicamente diferenciados que habitam esses territórios e a superexploração dos recursos hídricos e a degradação e poluição ambiental decorrente da atividade mineradora, quer seja estrangeira ou nacional”, descreve a docente.

As/os dirigentes da ADUFSCar avaliaram positivamente a participação na atividade, destacando a importância de ampliar o envolvimento da entidade nesses temas, que podem produzir impactos sobre o trabalho, além de fortalecer a aproximação com a base e o conhecimento das demandas dos diferentes campi.

A reportagem completa sobre a participação da ADUFSCar estará disponível na próxima edição do Jornal ADUFSCar.

Mais lidas

Teste

Acessar o conteúdo