MEMÓRIA E JUSTIÇA | 31 de março marca 62 anos do golpe empresarial-militar no Brasil

MEMÓRIA E JUSTIÇA | 31 de março marca 62 anos do golpe empresarial-militar no Brasil

A data de hoje marca os 62 anos do golpe empresarial-militar no Brasil. A ditadura instaurada em 1964 fez com que o país vivesse um regime autoritário, abrindo os mais violentos 25 anos da história nacional. Censura, perseguições políticas, prisões, desaparecimentos e várias outras violações foram vivenciadas por aquelas/es que defendiam a democracia. 

É necessário relembrar a forte repressão dentro dos espaços de produção da ciência e conhecimento, transformando as universidades em locais de tensão e cerceamento. Professoras/es foram perseguidas/os, presas/os, demitidas/os repentinamente e censuradas/os quanto a debates, obras e outras práticas que devem ter a liberdade e compartilhamento como premissa. Além disso, o controle nas instituições de ensino era total, através, por exemplo, da nomeação de reitores seguindo os interesses do regime e as constantes infiltrações para monitoramento e delação de estudantes, professoras/es e técnicos-administrativos, culminando em ambientes de silenciamento e medo. Ainda assim, as universidades foram espaços de resistência com importante papel na redemocratização do país. 

A memória dos atos da ditadura é também um alerta permanente sobre os riscos ao regime democrático, trazendo para o debate atual a necessidade de responsabilização pelos ataques a ele, como os ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Esse episódio deve ser entendido como um marco histórico que nos convoca à vigilância constante e ao compromisso com a democracia e a soberania nacional.

Preservar a memória, fortalecer as instituições democráticas e exigir justiça são passos fundamentais para que possamos avançar na construção de uma sociedade mais justa, livre e democrática.

Ditadura nunca mais! 

Sem anistia para golpista!

Para que nunca mais se repita.

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